sexta-feira, novembro 21

Uma direita bolorenta

Sempre achei que a direita política portuguesa era a direita mais reaccionária e bolorenta da Europa. Para desgraça do país esta insiste em confirmá-lo constantemente. Vem esta prosa dura a propósito do recente chumbo do governo à criação de salas de chuto nas prisões. A instalação de salas de injecção assistida nas prisões portuguesas, uma realidade em quase todos os países da União Europeia, é uma das medidas preconizadas pela Provedoria da Justiça para combater o dramático aumento das doenças infecto-contagiosas. Mas o governo não aprova e o ministro da saúde apressou-se a dizer que a maioria prefere "manter a linha de actuação". Ou seja, o único que o governo tem a propor para combater este flagelo é a insistência no lugar-comum da prevenção. O que tudo isto revela é o crónico conservadorismo paralisante da direita portuguesa. Uma direita que odeia tudo o que seja novo e que implique a experimentação. Uma direita refém dos seus preconceitos ideológicos passadistas, ultra-conservadora e cheia de falsos moralismos. E fico por aqui. O cheiro a naftalina está a tornar o ar irrespirável.

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